terça-feira, 10 de agosto de 2010

Histórias Vampíricas - Convidada Lee-Ann Stratholme

Lee-Ann Stratholme é como me chamo. E eu sou uma vampira. Sim, eu sei, aparências enganam. E como sei.

Lee-Ann, obviamente foi abreviado, mas isso deixo para outra vez . Filha bastarda de Ednyfed Fychan de Tregarnedd da dinastia Tudor, nasci em 1244. O Stratholme, obviamente provinha de minha mãe. Da qual me recuso a falar. Não pelos motivos fúteis, como brigas e discordâncias, mas pelo engano que ela sofreu.
Tornei-me o que sou hoje, por volta de 1263 por Godfrey, vampiro loiro, que aparenta ter 16 anos. Devo deixar registrado o fato que ele era extremamente encantador. E na pouca idade que tínhamos.... Na realidade eu tinha, ele já não. Aparentava é a palavra chave aqui. E pensando bem, agora, aquele encantamento todo estava na cara que não era boa coisa.

Nós nos encontramos uma noite na corte. Desafortunadamente, ou afortunadamente, ele gostou de mim. Depois de um tórrido romance, que deve ter durado, cinco horas, aparentemente, ele achou que eu estava disposta a ser como ele. Eu não estava. Mas, aqui estou eu.

E Godfrey,bom, ele está morto. Não morto-vivo, mas morto virado cinzas. E devo dizer, que sim, desfrutei disso.

Conheci Elora, de uma forma um tanto, como diria? Excitante. Estava eu, tranquilamente visitando os campos de batalha, na segunda guerra mundial. – Não estava em busca de comida, se é o que acha, não como restos. Estava apenas com um interesse histórico. Eu tenho quase mil anos, algo tenho que saber. - A caminhada daquela noite estava um tanto entediante, devo dizer. Guerras normalmente são, muito desperdício de sangue. Quando uma criatura ensanguentada passa praticamente voando, por mim. Eu sou um vampiro, oras. Nada esvoaçantemente ensangüentado me passa despercebido. E não só isso, com vários lobis atrás. Ora, pensei, finalmente algo bom aquela noite.

Sim, fui atrás. E foi realmente maravilho.


Havia, o que fui descobrir mais tarde, um irritante bebê vampiro. Mas não convencionalmente, era um bebê pois tinha apenas 100 anos.

Mas que criaturazinha exibida! Corria, ludibriava e atacava os lobis sem menor respeito. Nem preciso dizer que simpatizei.

Porém, as coisas não foram como ela esperava. Ao irritar os lobis, criaturas territoriais por nascença, ela esqueceu de um pequeno detalhe. Eles andam em bando. E normalmente nos bandos, há milhares. E eu, no alto de toda minha bondade, não movi um músculo para ajudar. Se ela conseguiu se meter nisso, bem que poderia sair. E eu estava ansiosa para ver isso.

Você pode dizer tudo de ruim sobre um lobis, menos que eles não são malditamente espertos. Eu não os simpatizo, porém "respeito". E respeito, rege a nossa coexistência. Eles no canto deles e eu no meu. E foi em uma emboscada que a colocaram, levaram-na direto para uma clareira, de onde não havia como escapar. Não devo precisar quantos eram, talvez diriam que menti. Mas sim, eram muitos. Mas o que uma criaturazinha feito aquela, fez de tal ruim?

Ok, tudo bem, nesse momento admito que me descuidei. Por um breve momento, toquei o chão ( eu voar, e não vou explicar muito mais que isso). Estava interessada nisso, e desconcentrei. Imperdoável para um vampiro. E pago por isso até hoje. Por meu breve descuido, criei um chamariz. E Elora pode me visualizar. Mas não apenas ela, os lobis também. Não vou falar que cometi um ato heróico, mas sim, salvei-a.

“Desapareci” e “apareci” ao seu lado – não tem outro modo de chamar isso – a tomei sob meu resguardo e dali fugimos. Não estava disposta a comprar uma briga que não era minha, não sem saber o motivo.

Motivo besta que me culpo até hoje por tê-la ajudado... Sabe o porquê da corrida? Ela estava entediada com seu criador, pois ele não deixava se divertir. E caçar, foi a forma que ela encontrou. Caçar um lobis, dentro de uma matilha, no meio de uma guerra.

E eu já mencionei que pago pelo meu erro até hoje?

Apesar dessa estupidez, guardamos uma amizade. Acredito sim, que ela virá a ser, uma vampira poderosa. Isso, se superar todos os dias que tento matá-la por me irritar.

Um dia, peçam para ela contar a história completa, só de me lembrar, tenho vontade de drená-la.


by: Nicole S.

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